três horas.
pisa em caco de vidro
jorra sangue pelo nariz
bate a porta no dedo
perde a unha por um triz
amassa o nariz de batata
enfia a cabeça na porta
tira a vida de barata
queima uma mata morta
rasga uma folha de papel
quebra uma caneta na mão
joga a folha na parede
larga a caneta no chão
E suja a mão de sangue
E suja a mão de tinta
E suja a mão de raiva
Escrevo em desabafo
E me acalmo
E paro aqui
três e uma
durmi.
₢ Rafael menduyn
(02/01/06)
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