quarta-feira, 26 de julho de 2006

Um minuto de silêncio...


 

três horas.

 

pisa em caco de vidro

jorra sangue pelo nariz

bate a porta no dedo

perde a unha por um triz

amassa o nariz de batata

enfia a cabeça na porta

tira a vida de barata

queima uma mata morta

rasga uma folha de papel

quebra uma caneta na mão

joga a folha na parede

larga a caneta no chão

 

E suja a mão de sangue

E suja a mão de tinta

E suja a mão de raiva

Escrevo em desabafo

 

E me acalmo

 

E paro aqui

 

três e uma

 

durmi.

 

₢ Rafael menduyn

(02/01/06)

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